E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. (2 Timóteo 4:4)
As práticas
espirituais do cristianismo não se confundem com rituais mágicos, animismo,
amuletos sagrados, ou qualquer outro meio de valoração material que seja
utilizado como instrumento para se comunicar com Deus ou transmitir influência
do sobrenatural. Qualquer tentativa de
se utilizar algum outro meio e/ou objeto
para conseguir contato com o divino, diferente dos ensinamentos posto no Novo
Testamento, configuram-se como meios falhos de aproximação de Deus.
Nesse
diapasão, percebo que a igreja brasileira tem permitido que crendices assumam o
lugar da verdadeira fé, ou seja, que os crentes depositem a sua confiança em
coisas ineficazes. É tanto, que já estou cansado de entrar em uma livraria
evangélica e encontrar um monte de bugigangas, enfeites, adesivos poderosos, óleo de unção, arca da aliança, coluna de Israel,
água do rio Jordão, entre outros balangandãs sagrados que prometem pelo seu
simples uso, algum tipo de proteção, cura ou prosperidade.
É vergonhoso ver crentes, pregadores e pastores que por
possuir um entendimento bíblico baseado no temor ou na ignorância, transmitem
pensamentos como: a palavra tem poder, que o nome pode trazer maldição, que
você precisa tomar posse da benção, que o diabo está amarrado, ou que um
indivíduo responde pelos pecados dos pais. Alguns de nossos irmãos chegam ao
absurdo de deixar a bíblia aberta no Salmo 91 para proteger a casa de espíritos
malignos, em acreditar que a oração de determinada pessoa tem mais poder do que
outra, e que esta oração pode fazer nascer dente de ouro ou tirar o nome do SPC
e SERASA.
Talvez você diga: Eu não sou
supersticioso, não acredito nessas coisas! Mas qual foi o crente que nunca
pegou um folhetinho da caixinha das promessas, achando realmente que iria
encontrar a orientação de Deus? Ou leu
alguma passagem bíblia invocando proteção? Ou abriu as sagradas escrituras colocando o
dedo de forma aleatória em algum versículo esperando que Deus falasse com ele?
Superstição é isso, é a falsa
ideia do sobrenatural, é a confiança em coisas ineficazes, é o sentimento
baseado no temor ou na ignorância que induz admitir falsos deveres, é a crença
em presságio apenas fortuitos e sem nenhum fundamento. E isso não é
cristianismo! Deus é um ser pessoal e
possui toda a onipotência, não necessita de meios materiais para transmitir a
sua glória. Ele somente requer um coração quebrantado e que o ame em espírito e
em verdade. Jesus pregou um evangelho simples, sem necessidade de religiosidade
ou de algum tipo de amuleto. A palavra do Evangelho é pura, contudo, chegou o
tempo em que muitos estão se desviando da verdade e se voltando às fábulas.
4 comentários
Olá Samir, a paz! Veja bem, concordo com quase tudo o que você disse, e acredito que o alerta é extremamente válido, nossos tempos repetem o erro de gerações passadas atribuindo poderes milagrosos a certos amuletos e caindo em comportamento supersticioso. Mas alguns exemplos que você deu precisam ser melhor esclarecidos, o da palavra por exemplo. Não é um erro dizer que a palavra tem poder, um erro seria acreditar que ela é infalível ou atribuir a ela uma qualidade exagerada, ela não é infalível - só a de Deus-, mas não deixa de ter poder. A palavra (fala) tem poder de nos edificar e tem poder de destruir, Tiago alerta para o poder da língua. Psicologicamente falando, a palavra também tem poder de nos curar, falar é terapêutico, enfim, isso não desmerece em nada o texto que foi ótimo! O alerta é propício sim, devemos estar atentos aos nossos maus hábitos que podem nos distanciar de Deus. A superstição está enraizada em nossa cultura, nós temos hábitos supersticiosos que nem percebemos, inclusive na igreja. Parabéns pelo texto, abraços!
ResponderExcluirSamy, parabéns! Muito bom! Você é um verdadeiro cristão.
ResponderExcluirNanda
Andai por ele,
ResponderExcluirperdoai-me, fui genérico e acabei por não me expressar bem. Quando citei a superstição de que a palavra tem poder, me referia na crença de que determinadas palavras pode atrair energias negativas, influências de espírito malignos, ou se materializar no futuro. Não me referia a presunção que a palavra tem de ajudar as pessoas através de concelhos ou de machuca-las através de alguma grosseria, entre outros. Obrigado pelas suas críticas e seu posicionamento. Abç e que Deus continue lhe abençoando.
É isso, eu entendi o que você quis dizer, e no seu exemplo eu também concordo, a superstição também passa pela palavra, mas a palavra não se reduz a ela. O exemplo foi válido só precisava ser melhor esclarecido. Mas como disse, só apontei isso porque o texto está realmente bom e o tema é muito necessário, é preciso visão espiritual pra percebê-lo, vou divulgar. Que Deus lhe abençoe, abraços!
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